
A primeira vez que tive contato com a Revista Correio Filatélico, conhecida como COFI foi em 1979 quando dava os primeiros passos no jornalismo filatélico. Ao longo do tempo, consegui encadernar várias edições que formaram 6 volumes. As demais ainda esperam uma atitude da minha parte neste sentido e confesso que às vezes me perco folheando edições antigas e com elas, repassando importantes emissões de selos nacionais, matérias especiais que nunca perdem a atualidade e, ao mesmo tempo, revivendo de certo modo algumas passagens da minha vida que obviamente sempre esteve relacionado à filatelia e também à Revista Cofi.
É verdade que entre altos e baixos, algumas vezes os Correios, através do seu Departamento de Filatelia acabou, por uma série de problemas internos, acredito eu, deixando os filatelistas à espera das próximas edições. Se no começo circulava mensalmente, anos mais tarde começou a variar, às vezes com apenas seis edições no ano e mais recentemente com apenas quatro edições. Problemas à parte, o fato é que a COFI sempre foi e continua a ser um dos nossos mais importantes veículos de informação filatélica, tendo sido premiada internacionalmente e transformando-se assim, ao longo desses 33 anos, numa verdadeira enciclopédia da nossa filatelia.
A edição mais recente, que leva o número 216 exalta as comemorações do Dia do Selo, faz um questionamento entre a Internet e a Filatelia, apresenta as nova
s regras da Maximafilia e destaca as emissões mais recentes sendo umas delas o selo em homenagem à Zilda Arns que, aliás; é o motivo da capa.
A Revista Correio Filatélico tem uma tiragem de 25 mil exemplares e é distribuída gratuitamente a cada três meses. Para os interessados em recebê-la, basta enviar e-mail para revistacofi@correios.com.br ou carta para Edifício Sede da ECT, SBN, Quadra 1, Bloco “A”, 12º andar – 70002-900 – Brasília-DF, com nome, endereço completo, telefone, data de nascimento e CPF.
Se preferir, pode ler a revista em sua edição eletrônica no seguinte endereço: www.issuu.com/revistacofi
Dentre os tantos problemas que afligem principalmente as grandes cidades, um deles diz respeito ao número cada vez maior de cães abandonados.
Não fossem as ações de entidades que lutam para amenizar o drama desses animais e ainda a contribuição de muitas pessoas que da maneira que podem tentam ajudar, o problema seria ainda mais grave.
A população canina em todo o mundo é grande e esse crescimento desenfreado contribui muito para que o abandono dos cães só aumente. É claro que a falta de consciência, bom senso e até mesmo amor, por parte de muitas pessoas é que contribui para os assustadores números do problema.
Sociedades p
rotetoras de animais e outras instituições mobilizam-se no dia a dia para encontrar soluções que possam proporcionar uma nova chance de vida digna a esses cães que são largados à própria sorte pelas ruas das cidades.
Em diversas partes do planeta a questão vem sendo discutida e muitas ações têm sido tomadas na tentativa de se encontrar uma solução.
No universo da filatelia, o tema voltado aos cães e também aos gatos, já que esses felinos também vivem o problema, é sempre interessante, já que os selos estampam diferentes raças e promovem assim uma coleção vistosa, que permite ao filatelista fazer um regresso na história para buscar as origens dessas raças que ao longo do tempo passaram a integrar o convívio familiar, seja por pura badalação ou para colaborar na guarda da residência.
Evidentemente que até alguns anos atrás, não poderíamos pensar na hipótese de que fossem lançados selos postais justamente alertando as pessoas para o drama do abandono desses animais que, em primeira instância, foram bichinhos de estimação de muitas pessoas e depois, se transformaram em verdadeiros dramas.
A Austrália, por exemplo, possui uma das mais altas populações caninas, chegando hoje na casa de 4 milhões de cães e é claro, encara com isto um grande problema de abandono cujos números podem chegar a uns 15 por cento dessa população em todo o país. Entidades lá estabelecidas atuam na forma de abrigos, onde muitos cães abandonados são capturados e para lá levados para que recebam todos os cuidados necessários até que alguém possa adotá-los. 
Visando alertar sua gente e ao mesmo tempo o resto do mundo, os correios australianos emitiram cinco selos postais que estampam cães que tiveram muita sorte. Esses animais estavam nas ruas, foram tratados e hoje fazem parte de novos lares. Em outras palavras, “nasceram de novo” e estão por certo encantando os lares onde habitam.
Como se observa, os cães e gatos abandonados abriram um novo capítulo na filatelia, já que o Reino Unido e os Estados Unidos recentemente também fizeram emissões nesse sentido uma vez que por lá, o problema não é diferente de outras partes.
Campanhas de conscientização até ajudam, mas é preciso que as pessoas pensem muito bem antes de adquirir um filhote afinal de contas, os cães exigem atenção
, cuidados especiais que vão desde o tratamento da pelagem, vacinas, exercícios entre outros e nem sempre as pessoas estão dispostas a encarar esses desafios. Daí fica aparentemente mais fácil soltar o animal na rua para que, de repente, alguém assuma aquela responsabilidade.
Falando nisso, está na hora do Brasil fazer sua emissão neste sentido afinal; esse problema do cães abandonados está a cada dia se agravando em nossas grandes cidades é mais do que oportuno dar um alerta sobre a importância de proporcionar a esses animais uma vida mais digna.
No período de 21 a 31 de agosto próximo a cidade paulista de Americana sedia mais um grande evento filatélico. A 2ª Exposição Filatélica Estadual-Classe Um Quadro promete agitar os meios filatélicos, sempre com a organização impecável da Sociedade Filatélica de Americana com apoio da Associação Brasileira de Jornalistas Filatélicos-ABRAJOF; Associação Brasileira de Filatelia Temática-ABRAFITE; Sociedade Philatélica Paulista; Estrela Dalva Encadernações; Welcome Center e Gráfica Rápida Fernando.
O evento terá lugar no Welcome Center – Avenida São Jerônimo, 120 – Jd. Bela Vista e estará aberto ao público das 10 às 22 horas. Esta exposição conta com o patrocínio da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos, Federação Brasileira de Filatelia e Federação das Entidades Filatélicas do Estado de São Paulo.
Informações adicionais no portal da Abrafite : http://www.abrafite.com.br/americana_2010 htm ou pelo e-mail : diretoriasofia@acia.com.br
Dois grandes e tradicionais eventos prometem agitar o universo dos colecionadores nos próximos dias. O primeiro é o Encontro Multicolecionismo, que acontece na capital paulista nos dias 16 e 17 e oferece rara oportunidade para que você possa conseguir novos selos, moedas, cédulas, cartões-postais e telefônicos entre outras peças. Maiores detalhes com o Xavier pelo telefone (11) 3223-3228.
O outro evento é o Encontro de Colecionadores em Florianópolis que terá lugar nos salões do Hotel Castelmar nos dias 31 de julho e 1º de agosto que, aliás, é o Dia do Selo Postal Brasileiro. Uma grande oportunidade para que você conquiste novas peças para seu acervo, possa rever grandes amigos e também fazer novas amizades, com a tranqüilidade de poder se hospedar com tarifas especiais, bastando citar, na hora da reserva o evento em questão. 
O hotel oferece ainda a opção de estacionamento com a diária de 12 reais. Reservas diretamente com o hotel pelo telefone 0800 48 8100 ou pelo e-mail: castelmar.eventos@bristolhoteis.com.br – O evento é uma promoção da Associação Filatélica e Numismática de Santa Catarina – afsc@afsc.org.br – telefone 48- 3222-2748- Marque presença!
Um dos temas mais fascinantes que a filatelia proporciona está ligado aos trens e ferrovias e através dos selos, é possivel se fazer uma fantástica viagem pelo tempo, regressando às origens dessas máquinas e trilhos que um dia deram início a uma grande contribuição para o progresso em todas as partes do planeta.
Mesmo diante da modernidade e com a tecnologia cada vez mais surpreendendo a todos, a paixão por antigas locomotivas segue forte no coração de quem é apaixonado pelos trens.
Sendo assim, volta e meia algumas administrações postais brindam os colecionadores com novas emissões do gênero, em geral, para celebrar eventos importantes ocorridos no passado ou para enfatizar alguns grandes feitos que só foram possiveis graças a mais esta maravilhosa invenção do homem.
Neste mês de junho, alguns selos novos alusivos ao tema entram em circulação e passam a incorporar a extensa galeria de selos dessa temática que, nas mãos de muitos colecionadores, são sempre dignas de merecidas premiações em exposições do gênero.
CENTENÁRIA LINHA FÉRREA NA SUÍÇA
Duas linhas férreas importantes na história da Suiça completam neste mês seus 100 anos de atividades. A primeira liga Niesen e Rhaetian e a out
ra, liga St. Moritz com Tirano, na Itália.
A primeira, chamada de Bernina, opera desde 1910 e atravessa belas regiões onde se encontra o lago Thun e chega a uma altitude de 1.600 metros dentro dos seus 3,5 quilômetros de extensão, já que permanece em sua originalidade.
A ferrovia Bernina é outra jóia da Suíça e em seu percurso até Tirano, atravessa por três regiões linguísticas com climas diferentes, passando por regiões com neve e geleiras e outras com belas palmeiras. Esta linha Bernina e sua irmã, na linha de Albula tornaram-se Patrimônio Mundial da Unesco.
TRENS DE KERETAPI
Uma coleção de selos especiais acaba de ser lançada pela Malá
sia para exaltar modelos de locomotivas que já prestaram serviços a KTMB – Keretapi Tanah Melayu Berhad, empresa responsável pelos trilhos naquele país e que chega aos seus 125 anos de atividades com o mesmo vigor do início. Além dos selos, foram emitidos uma folha filatélica, um livreto e pastas especiais.
PATRIMÔNIO AUSTRALIANO
Na terra dos Cangurus a paisagem é bela e uma viagem de trem pelo país pode revelar grandes surpresas ao viajante. Assim, os correios locais decidiram emitir novos selos para exaltar as jornadas sobre os trilhos. As peças e
xaltam o Ghan no Pacífico Índico, a West Coast Railway Selvagem, da Tasmânia e Kuranda Scenic Railway, em Queensland. A emissão tem ainda uma edição limitada de peças de primeiro dia de circulação com a reprodução de um carimbo de 1917 do Pacíficio Índico e para completar, mini-folhas, blocos e máximos-postais.
O sonho de voar de antigos mexicanos baseava-se na águia, um dos símbolos nacionais e há 100 anos as asas criadas pelo homem passaram a voar por todo o México através dos seus pioneiros. A primeira ascensão em balão no país aconteceu em 06 de fevereiro de 1785, e seu construtor e lançador foi Antonio Maria Fernandez, um morador e comerciante da região portuária. O balão era feito de papel e inflado com a fumaça produzida pela queima de palha. Depois, Benito Leon Acosta, passou vários anos estudando sobre os balões para poder então desenvolver algo maior, mais forte e que pudesse levar um homem. Conseguiu seu feito em 03 de abril de 1842 sobrevoando a Plaza de Toros de San Pablo na Cidade do México. Mas isso era pouco e 20 anos mais tarde, Don Joaquin de La Cantolla e Rico, que era admirador do balonista Samuel Wilson passou a fazer investigações sobre o ar rarefeito com a finalidade de construir um queimador de álcool para inflar o balão de ar quente e assim permitir que fosse controlado à vontade. No verão de 1909, Alberto Braniff aproveitou sua estada na Europa para ter aulas de pilotagem na escola Voisin Issy-les-Moulineaux, na
França. Depois de suas aulas, pagou a quantia de um biplano Voisin e ordenou que ele fosse enviado para o México com um mecânico. O biplano chegou em Vera Cruz em 9 de dezembro de 1909 e era todo complexo em sua estrutura e montagem. Apesar de várias complicações com o motor, Braniff persistiu em seu sonho e finalmente, em 08 de janeiro de 1910 conseguiu alçar vôo sobre as planícies de La Hacienda de Balbuena e pousar com segurança. Entre os curiosos havia apenas um jornalista do The Herald mexicano que publicou no dia seguinte: “Ele voou direito a uma distância de 500 metros e, em seguida, levantou-se normalmente a uma altura de vinte pés, correndo novamente por duas centenas de metros e, em seguida, levantou-se novamente como um pássaro até uma altura acima.” Aqu
ele foi o primeiro vôo de avião realizado no México e na América Latina, de maneira que este é sem sombra de dúvidas um evento importantíssimo para a história da aviação mexicana que celebra agora, através de uma emissão filatélica, os 100 anos do grande feito de Braniff.
O chamado “País do Sol Nascente” reserva muitos cenários magníficos e volta e meia os correios japoneses emitem selos postais com a finalidade de divulgar seus pontos de atração, já que anualmente o país recebe milhares de turistas. O Serviço Postal do Japão acaba de lançar a primeira de uma série de selos voltados à beleza de suas paisagens enfatizando nesta primeira emissão vistas de Matsushima, Castelo de Sendai, Jozenji, Tanabata e Rinnoji além de uma bela folha filatélica que dá um toque todo especial à série. A previsão é de que sejam emi
tidas sete séries do gênero que vão dar, futuramente, aos filatelistas de todas as partes, a oportunidade de ter em mãos um belo livro de selos postais reunindo as mais belas paisagens japonesas, com fotos, selos e textos explicativos sobre cada local. Além dos selos e da folha, foi emitido também um carimbo. Os selos receberam trabalhos de arte
do designer Fumiaki Kanematsu além das belas fotos de Takita Keijchi, Takashi Nishida, Tiro Tetsu, Kanematusu Fumiaki e Kida e Norio Watanabe Katsuhiro.