Segundo as escrituras sagradas o primeiro homem a pisar na terra foi Adão. Depois dele muitos outros tiveram fantásticas experiências, como a descoberta do fogo, a invenção das primeiras armas e por ai afora.
As inscrições que se eternizam nas cavernas são a prova maior das andanças dos nossos ancestrais na escrita da história e dos desafios que decidiram encarar, fosse por curiosidade ou por necessidade.
Evidente que no tempo do homem das cavernas sequer havia uma linguagem padrão. Talvez um grunhido ou dialeto confuso, mas é certo que de alguma maneira eles se entendiam. Imagino que o primeiro grande desafio daqueles nossos ancestrais tenha sido a caça, utilizando algum tipo de arma rudimentar. De qualquer maneira, nas cavernas então descobertas pela civilização moderna, as inscrições e desenhos bem demonstram o que eles faziam e encaravam.
Dali em diante, desafiar o desconhecido e enfrentar imprevistos passou a ser a grande saga de alguns homens que escreveram com heroísmo seus nomes no grande livro da história humana.
Tais desafios são tantos que seria difícil relacionar aqui essas diferentes e arriscadas atitudes que muito contribuíram para com a nossa evolução e também ao progresso e desenvolvimento de toda a humanidade.
Em 2008 quando ainda escrevia o Jornal do Colecionador nas páginas de O Estado do Paraná, fiz um pequeno ensaio sobre este tema que acho fascinante e filatelicamente, tão desafiador quanto os caminhos trilhados por homens como Roald Amundsen, o primeiro a chegar ao polo sul ou então, Robert Peary, o primeiro a alcançar o polo norte.
Que dizer então da façanha de Edmund Percival Hillary que na companhia do sherpa Tenzing Norgay alcançou o ponto mais alto do planeta, o Monte Everest?
Assim como eles, que foram os primeiros a realizar tais façanhas, iremos para sempre lembrar do primeiro homem que foi ao espaço, o russo Yuri Gagarin e do primeiro homem a pisar o solo lunar, o astronauta americano Neil Armstrong.
Seguindo a trajetória de grandes desafios, vamos alçar o primeiro vôo em balão tripulado, que coube a Jean François Pilatre de Rozier e mais tarde, o desafio de alçar vôo com algo muito mais pesado do que o ar. E aqui entra o brasileiro Alberto Santos Dumont com o seu 14-Bis.
Alguns desses feitos são mais lembrados do que outros, até porque tudo depende da magnitude dessas conquistas e de como elas remexeram nas intermináveis linhas da nossa história.
Existem outros grandes feitos cuja importância apenas marcou a época em que foram realizadas, como por exemplo, o primeiro atleta a vencer a maratona nos Jogos Olímpicos da Era Moderna, feito que coube ao grego Spirídon Louis. Em se tratando de esportes, quem ai lembra ou sabe quem foi que marcou o primeiro gol no Estádio do Maracanã? – Foi o botafoguense Didi, grande estrela também da seleção brasileira.
Temos ainda as figuras de Sacadura Cabral e Gago Coutinho, que foram os primeiros a fazer a travessia do Atlântico a bordo de um hidroavião e dessa maneira, a gente vai descobrindo outros nomes, como James Cook, Cristóvão Colombo, Pedro Álvares Cabral entre outros.
Quando fiz meu ensaio, pensei na possibilidade de se formar uma coleção de selos diferente, utilizando vários temas dentro um contexto específico que denota ser o número um.
Claro que é um grande e audacioso desafio, que exige muita pesquisa, já que neste campo, como eu disse, existem muitos personagens que foram os primeiros a desenvolver uma série de objetos, máquinas e projetos que foram, ao longo do tempo ganhando os devidos aperfeiçoamentos.
Assim, verificando alguns dos personagens aqui citados, descobri que existem muitas emissões filatélicas que fazem referência a eles. É pena que alguns ainda não tiveram a sorte de ser lembrados pela filatelia, mas é tudo uma questão de tempo e de boa memória.
Diferentemente dos variados temas filatélicos, esta minha sugestão evidentemente que foge talvez à regra, já que ao meu entender, provocará uma miscelânea de temas unidos apenas pelo objetivo dos primeiros conquistadores, inventores, esportistas entre outros.
Acredito que filatelistas temáticos avançados sejam as pessoas credenciadas para uma análise da minha sugestão para que assim, se possa saber da real possibilidade de se formar uma coleção como a sugerida e se evidentemente aceita, quais a regras para que seja formada seguindo os parâmetros do gênero na hipótese de a mesma participar de uma exposição competitiva.
É notório que a maioria dos selos que tratam desses personagens citados são peças emitidas há vários anos e por certo, muitas delas são raras ou difíceis de serem adquiridas. Isto me leva a crer que o desafio se torna ainda maior, mas com resultados positivos e surpreendentes.
Como são muitos os “primeiros” em diferentes áreas de atuação humana, creio que o melhor caminho seja a escolha de feitos realmente marcantes e dentro de uma minuciosa ordem cronológica.
Fica aqui este pequeno registro na forma de uma sugestão desafiadora que também pode levar muitos colecionadores a adentrarem em temáticas pouco exploradas e que assim, poderão no futuro ganhar destaque numa exposição.
Os primeiros serão para sempre lembrados, seja por uma grande maioria de pessoas no planeta, seja por minorias em suas terras de origem. Todos os feitos e seus efeitos ajudam a impulsionar a filatelia, até porque essas emissões comemorativas, na maioria dos casos, se transformam em registros vivos das ações de homens e mulheres que, cada um a seu tempo, transformam seus desafios em grandes exemplos para as gerações futuras.
E por falar em futuro; muito breve teremos o primeiro homem a chegar ao planeta Marte, pelos menos já se ouvem rumores de preparativos para tal empreitada. É só uma questão de tempo porque os desafios da humanidade são infinitos e surpreendentes.
terça-feira, 17 de março de 2015
quarta-feira, 4 de março de 2015
450 ANOS DA CIDADE DO RIO DE JANEIRO
Lançados no último dia 1º de março na cidade do Rio de Janeiro, os selos que compõe a quadra comemorativa as 450 anos Anos da Cidade do Rio de Janeiro destacam ícones famosos do Rio, expressando o espírito festivo do carioca com os 450 anos da cidade. A partir da marca das comemorações, que expõe uma cabeça estilizada, é reforçado o potencial do carioca de pensar, de agir e de expressar-se com entusiasmo, criatividade, talento e inteligência frente às motivações históricas e culturais da cidade maravilhosa. No primeiro selo, o chapéu e as notas musicais remetem à boemia e à musicalidade de forte impacto dentro e fora do País. O segundo selo, por meio de serpentinas e confetes coloridos, demonstra a alegria do carnaval, manifestação cultural que consagra o Rio de Janeiro internacionalmente. No terceiro selo, a tríade areia-marmata, representada em ondas, nas cores amarelo, azul e verde, simboliza a brasilidade e o patrimônio turístico, ecológico e cultural do Rio de Janeiro. O último selo apresenta o Calçadão de Copacabana, por onde a vida transita em meio à alegria, à descontração e ao vigor que caracterizam o cotidiano da cidade. Para a criação das peças, a técnica empregada foi computação gráfica. Os selos tem o valor facial de 1º porte para carta comercial, atualmente R$ 1,30.
FIN DEL MUNDO 2015 - ARGENTINA
Entre os dias 23 e 28 deste mês acontece na cidade de Rio Grande, Província da Terra do Fogo, na Argentina, a Exposição Filatélica Internacional FIN DEL MUNDO 2015, que certamente atrairá um expressivo número de expositores e um grande contingente de visitantes. Os organizadores prometem a todos os que forem ao evento muito mais do que as atrações filatélicas, mas passeios inesquecíveis em locais famosos da região como a Missão Salesiana, um Monumento Histórico Nacional. O evento terá lugar no Centro Cultural Yaganes, na cidade de Rio Grande com abertura nas primeiras horas da tarde do dia 23.
terça-feira, 24 de fevereiro de 2015
TARTARUGAS DA ILHA DE ASCENSÃO
Descoberta em 1501 pelo navegador galego João da Nova, à serviço de Portugal, a Ilha de Ascensão se constitui num território britânico ultramarino que engloba Santa Helena, Ascensão e Tristão da Cunha. Muito isolada, o seu vizinho mais próximo é Santa Helena, cerca de 1.300 quilômetros para sudeste, seguindo-se a costa da Libéria, cerca de 1.700 quilômetros para nordeste. A oeste, a porção de terra mais próxima fica no Brasil, mais precisamente conhecida como Ponta do Funil, no município de Goiana, no estado de Pernambuco. Da Ponta do Funil até a Ilha Ascensão é um pulinho de apenas 2.249 quilômetros. Em função desse distanciamento, Ascensão possui uma das localizações mais estratégicas do mundo, sendo que a base aérea da Força Aérea Real do Reino Unido existente na ilha, serve de base para operações militares dos Estados Unidos e do Reino Unido no Atlântico Sul.
Além disso, a ilha abriga uma das cinco antenas responsáveis pela operações do Sistema de Posicionamento Global (GPS), além de uma das estações retransmissoras(em ondas curtas) da rádio BBC World Service. A área total da ilha é de 91 km² tendo como cidade principal Georgetown. A ilha recebeu este nome porque fora redescoberta por Afonso de Albuquerque no dia de Ascensão, em 1505. No âmbito da filatelia, Ascensão volta e meia brinda os filatelistas com interessantes emissões postais como a recente série de selos que retratam a tartaruga verde, espécie muito comum da ilha e que, ao longo do tempo, esteve por diversas vezes ameaçada de extinção em função de que os navios de passagem por ali, capturavam os animais e os transportavam vivos para ter carne fresca durante a viagem.
A Ilha de Ascensão tem a segunda maior população de nidificação da tartaruga verde em toda a extensão do Oceano Atlântico e a maior nidificação de quaisquer espécies de tartarugas marinhas em todos os territórios ultramarinos do Reino Unido, com mais de 25 mil ninhos atualmente, o que significa uma forte recuperação na população dessas tartarugas.
Além disso, a ilha abriga uma das cinco antenas responsáveis pela operações do Sistema de Posicionamento Global (GPS), além de uma das estações retransmissoras(em ondas curtas) da rádio BBC World Service. A área total da ilha é de 91 km² tendo como cidade principal Georgetown. A ilha recebeu este nome porque fora redescoberta por Afonso de Albuquerque no dia de Ascensão, em 1505. No âmbito da filatelia, Ascensão volta e meia brinda os filatelistas com interessantes emissões postais como a recente série de selos que retratam a tartaruga verde, espécie muito comum da ilha e que, ao longo do tempo, esteve por diversas vezes ameaçada de extinção em função de que os navios de passagem por ali, capturavam os animais e os transportavam vivos para ter carne fresca durante a viagem.
A Ilha de Ascensão tem a segunda maior população de nidificação da tartaruga verde em toda a extensão do Oceano Atlântico e a maior nidificação de quaisquer espécies de tartarugas marinhas em todos os territórios ultramarinos do Reino Unido, com mais de 25 mil ninhos atualmente, o que significa uma forte recuperação na população dessas tartarugas.
quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015
MOBILIDADE SUSTENTÁVEL - PORTUGAL
Um planeta cada vez mais quente e poluído! - Todos nós vivemos esta dura realidade e é tempo de repensar a vida em todos os sentidos. A cada novo dia, muitas cidades em todo o mundo se transformam para dar lugar a uma nova mobilidade humana. Dar novas respostas às necessidades da sociedade em deslocar-se livremente é um novo desafio que exige destreza nas ações para que tais mudanças não afetem outros valores humanos e ecológicos.
Os CTT - Correios de Portugal lançaram no dia 27 de janeiro, dois selos se-tenant sobre este tema da mobilidade sustentável, e da redução das emissões de gases com efeito de estufa. As peças tem desenho de João Machado, e foram impressas pela Imprensa Nacional - Casa da Moeda.
É apresentada em folhas de vinte selos (dez séries), e foram editados os habituais sobrescrito de primeiro dia e pagela.
O desenho dos selos apresenta várias formas de mobilidade sustentável, com destaque para a construção de ciclovias e consequente aumento da mobilidade ativa, e para a redução dos combustíveis fósseis, que hoje são um dos maiores contribuintes para o chamado efeito estufa.
quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015
ORISUN ASA - A PRESENÇA DO NEGRO NA FILATELIA BRASILEIRA
Inaugurada no dia 29 de janeiro em Vitória/ES, a Exposição Filatélica “Orisun Asa”, desenvolvida pelo Museu Nacional dos Correios, retrata a presença do negro na filatelia brasileira.
Orisun Asa: Celeiro de Brasilidade leva o público por uma viagem de um século e meio através da nossa filatelia, dividida em “Personalidades”, “Representações, Saberes e Fazeres” e “Consciência e Afirmação”.
Colocando em primeiro plano a presença do negro nos selos postais, a mostra é fruto do acordo de cooperação técnica entre os Correios e a Secretaria de Promoção da Igualdade Racial da Presidência da República. Nela, as diferentes representações dos negros brasileiros ao longo da história, apontando componentes da herança escravista e instigando a reflexão sobre as influência e aculturações oriundas da cultura africana.
O evento tem apoio da Prefeitura de Vitória e ficará aberto ao público até o dia 29 de março vindouro. As visitas podem ser feitas de terça a sexta-feira das 9 às 17 horas e aos sábados e domingos das 12 às 16 horas no Museu Capixaba do Negro Verônica da Pas -Mucane – Av. República, 121- Centro.
Orisun Asa: Celeiro de Brasilidade leva o público por uma viagem de um século e meio através da nossa filatelia, dividida em “Personalidades”, “Representações, Saberes e Fazeres” e “Consciência e Afirmação”.
Colocando em primeiro plano a presença do negro nos selos postais, a mostra é fruto do acordo de cooperação técnica entre os Correios e a Secretaria de Promoção da Igualdade Racial da Presidência da República. Nela, as diferentes representações dos negros brasileiros ao longo da história, apontando componentes da herança escravista e instigando a reflexão sobre as influência e aculturações oriundas da cultura africana.
O evento tem apoio da Prefeitura de Vitória e ficará aberto ao público até o dia 29 de março vindouro. As visitas podem ser feitas de terça a sexta-feira das 9 às 17 horas e aos sábados e domingos das 12 às 16 horas no Museu Capixaba do Negro Verônica da Pas -Mucane – Av. República, 121- Centro.
quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015
DIA DO FREVO
Em tempo de carnaval o samba toma conta das ruas e contagia a todos.
De norte a sul a festa de Momo promove a alegria dos brasileiros e dos turistas que invadem nossa terra para uma das maiores manifestações culturais do planeta.
Quem for se aventurar em Recife e Olinda não vai resistir aos apelos do Frevo, ritmo próprio de Pernambuco que faz referência à fervura e que deixa a festa muito mais quente.
Pela fama do Frevo, a dança foi declarada em 2012 como sendo Patrimônio Imaterial da Humanidade, pela Unesco, por ser uma expressão muito importante da cultura nordestina e brasileira. A data oficial para celebrar o Frevo é 14 de setembro, mas em Pernambuco o dia 9 de fevereiro segue mantendo a tradição de celebração porque a aparição da palavra “Frevo” aconteceu pela primeira vez no dia 9 de fevereiro de 1907, o que faz com que os amantes da dança considerem esta como a data oficial.
O dia 14 de setembro foi oficializado porque neste dia, em 1882, nascia o jornalista Osvaldo da Silva Almeida, que foi, segundo pesquisas, o criador da palavra Frevo.
Em sendo assim e em se tratando de festa, o Frevo prova sua força mágica e por isto é reverenciado duas vezes ao ano.
A mais importante, é claro, justamente nestes tempos em que o Carnaval explode de norte a sul.
Para ilustrar, duas emissões brasileiras de selos que enfatizam este interessante movimento da nossa cultura popular.
De norte a sul a festa de Momo promove a alegria dos brasileiros e dos turistas que invadem nossa terra para uma das maiores manifestações culturais do planeta.
Quem for se aventurar em Recife e Olinda não vai resistir aos apelos do Frevo, ritmo próprio de Pernambuco que faz referência à fervura e que deixa a festa muito mais quente.
Pela fama do Frevo, a dança foi declarada em 2012 como sendo Patrimônio Imaterial da Humanidade, pela Unesco, por ser uma expressão muito importante da cultura nordestina e brasileira. A data oficial para celebrar o Frevo é 14 de setembro, mas em Pernambuco o dia 9 de fevereiro segue mantendo a tradição de celebração porque a aparição da palavra “Frevo” aconteceu pela primeira vez no dia 9 de fevereiro de 1907, o que faz com que os amantes da dança considerem esta como a data oficial.
O dia 14 de setembro foi oficializado porque neste dia, em 1882, nascia o jornalista Osvaldo da Silva Almeida, que foi, segundo pesquisas, o criador da palavra Frevo.
Em sendo assim e em se tratando de festa, o Frevo prova sua força mágica e por isto é reverenciado duas vezes ao ano.
A mais importante, é claro, justamente nestes tempos em que o Carnaval explode de norte a sul.
Para ilustrar, duas emissões brasileiras de selos que enfatizam este interessante movimento da nossa cultura popular.
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